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Conversa no YouTube: "Blog cineviagens: uma proposta warburguiana-benjaminiana"

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 Na última quinta-feira, 27 de maio de 2021, participei de uma conversa sobre as referências teóricas e os processos criativos desse blog, transmitida pelo canal YouTube do "Arqueologia do sensível". A conversa foi a segunda palestra do ciclo "Conversas #Anarqueológicas ". Para quem se interessar, está disponível em: No início, o som está um pouco cortado, mas fica normal na apresentação em si e na conversa que se segue.

Godard no Jardin de Luxembourg, em Paris: "Charlotte e Véronique, todos os rapazes se chamam Patrick" (1957)

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A cidade de Paris é uma locação comum nos filmes da Nouvelle Vague francesa (final dos anos 1950 - meados anos 1960) e, com frequência, vemos pontos turísticos bem famosos, como a Tour Eiffel, os Champs-Elysées ou o Jardin de Luxembourg. Este último é o centro do curta-metragem de 1957, "Charlotte e Véronique, todos os rapazes se chamam Patrick", de Jean-Luc Godard. Este é o terceiro curta-metragem de Godard, o primeiro filmado na França (os dois primeiros foram realizados na Suíça, terra natal do cineasta) e já com a película profissional de 35 mm.  Charlotte e Véronique, interpretadas por Anne Colette e Nicole Berger respectivamente, são duas amigas que dividem apartamento e marcam de se encontrarem no Jardin de Luxembourg. Charlotte chega antes e é abordada por Patrick, interpretado por Jean-Claude Brialy, um dos atores do star system da Nouvelle Vague. Ela tenta se livrar das investidas do insistente rapaz, mas acaba aceitando ir com ele a um café nas proximidades. Enquan...

Em busca do Marajó - reminiscências de "Argila" (Humberto Mauro, 1942)

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           Desde muito jovem, tinha curiosidade pela Ilha de Marajó e não sei explicar por quê. Vinham-me imagens de búfalos, rios, talvez alguma coisa de arte marajoara. Parecia-me um lugar muito, muito distante (e realmente é para quem mora no Sudeste do Brasil). Em 1994, tive a oportunidade de morar um mês em Oriximiná, cidade às margens do rio Trombetas, no Pará, mas que ficava bem longe da capital Belém e do Marajó. Somente muitos anos depois, em setembro de 2019, voltei ao Pará por ocasião de um congresso acadêmico em Belém e tentei tornar possível a ida ao Marajó. Curioso que, no início de 2019, ao preparar um curso sobre Villa-Lobos, vi o filme "Argila" (1942) de Humberto Mauro, cujo tema é justamente a cerâmica marajoara. Este mapa da ilha e do estado do Pará aparece no próprio filme:               Inicialmente em Belém e antes do congresso, fui visitar o Museu do Forte do Presépio e lá me deparei com uma sal...